20 de junio de 2011

El sabor de la derrota



Redescubrir la política, la lucha, las posiciones divergentes, el juego sucio, los radicales, los reformistas, soñar, enfrentarse,... Bien.

...Tomar el poder, ¿cuándo?

D.

4 comentarios:

VSB dijo...

"Miedosos del mundo, uníos a la Red, enredaos porque lo único que podéis perder es el miedo". Fin de la intervención de M. Castells en la acampada de BCN:

http://www.vilaweb.cat/noticia/3891748/20110527/manuel-castells-porucs-mon-uniu-vos-xarxa.html

VSB dijo...

Si antes Castells pedía tiempo, paciencia para "tomar el poder" y unión para perder el miedo; en este otro enlace el cantautor islandés que comenzó el follón allí, antes de participar en el 19J, lo dice muy clarito: "no se trata de hacer ruido, sino de exigir"... "de decir si se paga o no el fraude" ¿Mucho ruido y pocas nueces?
http://www.rtve.es/alacarta/videos/programa/hrdur-torfason-propone-continuar-protestas-populares/1132905/

VSB dijo...

De Tânia desde Brasil:

Cumprindo o prometido, lá estão os indignados nas ruas da Espanha em 19 de junho de 2011. De longe, eu sinto falta da transmissão direta. Mas há uma mensagem fascinante, entre os cartazes, que me faz voltar várias vezes à mesma imagem. Releio em continuação a frase “Democracia em obras, desculpem o incômodo”. Pelos vídeos postados eu escuto que 50 mil pessoas foram e estão nas ruas de Madri e, pela tela, vejo caras abundantes preenchendo a minha visão. Desaparece, em seguida, o vício e a ilusão de consumir a cena imediata. Vejo e revejo o mesmo ponto, as mesmas cenas.
Primeiro vejo, depois creio e, finalmente, gozo. A frase “democracia em obras, desculpe o incômodo” é, em si, uma obra que conjuga crítica com delicadeza. Ocupa pouco tempo de transmissão com as suas seis palavras e libera o receptor para a construção do sentido em marcha. É um invento que recorda que existem inventores lá onde o olhar rígido não alcança. A novidade é que saiu no jornal que o povo pensa, reage e luta. Finalmente o mundo ficou sabendo que ainda vige o velho hábito que tem o povo de sentir dor quando é ferido, que pode reagir exibindo a sua agonia e, no caso em voga, dizer que há um equívoco: a aflição que a agora sente não é sua, que houve um erro de endereço e por isto está nas ruas para devolver o mal-estar aos seus legítimos donos.
E na resposta ao envio impróprio o povo afirma em caminhadas que a sua dor vem da labuta, da luta, mas não da culpa. É por não carregar o fardo da culpabilidade que as suas mensagens são leves, criativas e bonitas, apesar de graves. Nunca consultado quando das decisões econômicas, retribui a pouca consideração esquivando-se do “convite” a pagar o débito da especulação econômica.
Agradecido pela honrosa lembrança numa hora tão difícil para o equilíbrio financeiro do país, o povo declina, reconhecendo que a solicitação é fruto de descontrole, afinal a quem se deve apelar quando a água da fonte seca? Aos exploradores de água toca descobrir outras fontes por mais escassas que sejam as gotas.

Tina Paterson dijo...

me temo que es el inicio del fin.
Lástima.

www.tinapaterson.com
D.

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